O dólar comercial registrou uma leve alta de 0,15%, fechando a R$ 5,1748 no segmento à vista, enquanto o euro avançou 0,48% para R$ 5,9123. Essa movimentação ocorreu em um pregão de notável baixa liquidez no mercado doméstico, atribuída ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, que desviou a atenção dos operadores. A liquidez contida reduz a profundidade do livro de ofertas, tornando os preços mais suscetíveis a movimentos amplificados por volumes menores e distorcendo a descoberta de preços. Para o investidor brasileiro, essa condição pode afetar a percepção de risco e o valor de ativos denominados em BRL, bem como as margens de exportadoras e importadoras. Historicamente, eventos de grande apelo nacional como jogos de Copa do Mundo em 2018 já causaram reduções de 30-40% no volume de negociação da B3, com spreads de câmbio alargados. O próximo gatilho será o retorno da liquidez normal no mercado doméstico e a continuidade do fluxo de capitais, com o horizonte de médio prazo ditado pela política monetária global e local.
Nas próximas 24-48 horas, o USDBRL (R$ 5,1748 hoje) deve exibir maior volatilidade e potencial correção com o retorno da liquidez normal, podendo testar a faixa de R$ 5,15 se o DXY global se mantiver fraco. No médio prazo (1-2 semanas), o real pode se beneficiar de fluxos de entrada se a Seleção Brasileira avançar na Copa, gerando um sentimento mais positivo no mercado.
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