Super Quarta: Copom corta juros, Fed diverge e petróleo em queda

A "Super Quarta", em 16 de setembro, foca nas decisões de política monetária do Copom no Brasil e do Fed nos EUA. O Copom deve reduzir a taxa de juros em 25 pontos-base, enquanto o Fed é esperado para seguir uma direção oposta, sugerindo manutenção ou alta dos juros nos Estados Unidos. Essa divergência nas políticas monetárias impacta diretamente os fluxos de capital, o custo de captação para empresas e a atratividade relativa dos mercados de renda fixa e variável. Em 2013, o "Taper Tantrum" do Fed gerou fluxos de saída de mercados emergentes, resultando em desvalorização do BRL e queda do Ibovespa, apesar de políticas monetárias domésticas. A ata da reunião do Copom e as projeções econômicas do Fed, bem como a coletiva de imprensa, servirão como próximos gatilhos para o mercado. No médio prazo (3-6 meses), a sustentabilidade da desinflação no Brasil e a resiliência da economia americana determinarão a trajetória de juros e câmbio.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado reagirá à comunicação do Copom e do Fed sobre o futuro da política monetária. Se o Copom sinalizar um ciclo de cortes contínuo e o Fed evitar um tom excessivamente hawkish, o Ibovespa pode recuperar parte da queda em dólar, com a Selic caindo para 10.25% até o final do ano. Caso contrário, o real (USDBRL $5.1486) pode testar 5.25-5.30.

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