Milton Maluhy, CEO do Itaú Unibanco, declarou em evento da Itaúsa que a instituição prefere operar com juros abaixo de dois dígitos, o que se traduz em uma Selic abaixo de 10% anuais, visando impulsionar a economia. Apesar de reconhecer o cenário macroeconômico desafiador, com juros elevados e alto comprometimento de renda das famílias, o executivo ressaltou a performance superior do portfólio do Itaú e a estabilidade da inadimplência por seis trimestres. A preferência por juros mais baixos baseia-se no mecanismo de que taxas menores reduzem o custo do crédito para empresas e consumidores, aumentando o volume de empréstimos e investimentos e estimulando o consumo. Para os bancos, um maior volume de operações e uma menor taxa de inadimplência em uma economia mais aquecida tendem a compensar spreads potencialmente menores, elevando a rentabilidade total. Um paralelo histórico pode ser traçado com o período de 2017 a 2021 no Brasil, quando a Selic atingiu 2% ao ano, gerando uma expansão significativa do crédito e da atividade econômica. Os próximos eventos a monitorar são as decisões do COPOM, especialmente a reunião de 2026-11-05, que sinalizarão a trajetória da Selic. O desfecho dependerá da capacidade do Banco Central de controlar a inflação e da resiliência da demanda por crédito e da inadimplência das famílias.
A expectativa do mercado se concentra nas próximas decisões do COPOM, com a reunião agendada para 2026-11-05, que podem fornecer mais clareza sobre a trajetória da Selic e a eventual chegada a um patamar abaixo de dois dígitos, conforme desejado pelo setor bancário para impulsionar a economia.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real