O mercado de trabalho dos EUA mostrou sinais de arrefecimento em setembro, com a criação de apenas 29.000 novas vagas de emprego não-agrícolas, um número significativamente abaixo das estimativas dos economistas, e com revisões para baixo dos meses anteriores. Este dado fraco diminuiu a probabilidade de o Federal Reserve promover um novo aumento nas taxas de juros em sua próxima reunião, aliviando a pressão sobre os mercados globais. Para o Brasil, a desvalorização do dólar pode reduzir a pressão cambial sobre o real e atrair fluxo de capital para a bolsa local. Historicamente, períodos de desaceleração nos EUA e pausas no ciclo de aperto do Fed já resultaram em fluxos positivos para mercados emergentes, como observado em 2019 quando o banco central americano adotou uma postura mais dovish. O desfecho desta narrativa dependerá da confirmação de uma tendência de arrefecimento do mercado de trabalho e da inflação, não apenas de um único relatório. Os próximos dados de inflação (CPI) e novos relatórios de emprego serão cruciais para definir a direção da política monetária do Fed.
Os próximos relatórios de inflação (CPI) e de empregos (Nonfarm Payrolls) dos EUA, além das declarações dos membros do Federal Reserve e da próxima reunião do FOMC, definirão se a desaceleração do mercado de trabalho é uma tendência duradoura que justifica uma política monetária menos agressiva.
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