Investidores de Bitcoin vendem perto de US$65.000 com inflação nos EUA

Dois grupos distintos de investidores de Bitcoin, incluindo baleias e detentores de longo prazo, estão vendendo suas posições enquanto o preço se aproxima de US$65.000, um movimento catalisado pela persistente inflação nos EUA. Consequentemente, ativos como BTC e ETFs de Bitcoin como IBIT podem enfrentar pressão vendedora, enquanto empresas com grande exposição a Bitcoin, como MSTR, e exchanges como COIN, podem registrar maior volume de transações, mas com potencial de flutuação no valor de suas ações. Para o investidor brasileiro, a dinâmica pode influenciar o HASH11 e o câmbio BRL/USD, com o dólar fraco atual (DXY em 100.51) podendo amortecer parte da queda. Historicamente, ciclos de inflação elevada nos EUA têm levado a rotações de capital, com Bitcoin atuando ora como hedge, ora como ativo de risco, como visto em 2021, quando o BTC atingiu picos em meio a pressões inflacionárias, mas também sofreu quedas significativas após picos de euforia. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação e as declarações do Federal Reserve sobre política monetária. No médio prazo, a capacidade do Bitcoin de sustentar níveis acima de US$60.000 dependerá da absorção dessa oferta por nova demanda institucional e do cenário macro.

Análise

Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que o Bitcoin teste o suporte de US$62.000 a US$60.000, dada a pressão de venda por baleias. A capacidade de recuperação dependerá da absorção dessa oferta por nova demanda institucional. No horizonte de 4-6 semanas, se a inflação persistir e o Fed sinalizar manutenção de juros altos, o risco de uma correção mais profunda para US$58.000 aumenta. O gatilho para uma reversão seria uma clara desaceleração da inflação ou um influxo massivo em ETFs de Bitcoin, superando os fluxos de venda atuais.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real