Um estudo publicado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) mostrou que, neste ano, as emissões de títulos com vencimentos de 10 anos ou mais das chamadas hyperscalers – Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Oracle – já equivalem a 13% das emissões brutas de títulos do governo americano de prazo semelhante, comparado a 1,5% em 2024. No segmento de dívida corporativa longa, a participação dessas empresas saltou de aproximadamente 3% para 24% no mesmo intervalo. Os autores Mathias Drehmann e Egemen Eren explicam que o volume crescente de dívida, destinado a financiar a expansão da inteligência artificial, pode exercer pressão adicional sobre os juros longos, embora até agora os efeitos tenham sido limitados e passageiros. Analisando 18 dias de 2026 com notícias sobre financiamento de IA, identificou‑se um aumento de cerca de 1,5 ponto‑base no prêmio de prazo dos Treasuries de dez anos, revertido em até dois pregões. Até setembro, as cinco hyperscalers emitiram US$ 222 bilhões em títulos, e veículos fora de seus balanços colocaram entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões em instrumentos lastreados em ativos. A Moody's estima que os compromissos de arrendamento de data centers dessas companhias chegaram a US$ 1,2 trilhão, dos quais US$ 820 bilhões correspondem a contratos ainda não iniciados, indicando riscos de opacidade e potencial ampliação da vulnerabilidade financeira.
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