Ilan, em declaração ao Valor Econômico, ressaltou o elevado potencial da América Latina e do Brasil para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos. Ele apontou a crescente demanda impulsionada pelo boom tecnológico e a necessidade de diversificação de fornecedores globais como fatores-chave. A dinâmica de oferta e demanda por minerais como lítio, cobalto e terras raras é intensificada pela transição energética e digital, criando um incentivo econômico para novas fontes de produção. Geopoliticamente, a busca por segurança de suprimento longe de regiões voláteis direciona capital para mercados emergentes. Isso pode impulsionar empresas como VALE3 e CMIN3 no Brasil, bem como SQM no Chile, devido ao aumento da procura e dos preços de commodities, e fundos específicos de terras raras como REMX. Para o investidor brasileiro, a tese fortalece o real (BRL) via fluxo de investimento estrangeiro direto no setor de mineração e pode valorizar ações de empresas ligadas à cadeia produtiva. Similar ao boom do minério de ferro impulsionado pela industrialização chinesa na década de 2000, onde VALE3 e outras mineradoras globais experimentaram valorizações exponenciais. Acompanhar anúncios de políticas governamentais específicas para mineração crítica e novos acordos de suprimento entre países da América Latina e grandes economias consumidoras será crucial. No médio prazo (12-24 meses), a tendência é de aceleração dos investimentos e projetos, com a América Latina se posicionando como um player estratégico na segurança global de minerais críticos.
Nas próximas 6-12 semanas, espera-se um aumento no interesse de investidores e anúncios de parcerias estratégicas, impulsionando VALE3 e SQM em 5-10%. O gatilho para uma aceleração seria a aprovação de leis de incentivo à mineração crítica em países-chave da região.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real