O estrangeiro vendeu Bolsa após eleições e o investidor individual comprou?

A sessão de segunda‑feira, 26 de outubro de 2026, foi marcada por uma das maiores quedas da Bolsa nos últimos anos, com o índice fechando em baixa de 13,36% e atingindo 17% de queda durante o pregão, o que acionou o mecanismo de circuit breaker. O fluxo de capitais estrangeiros saiu do mercado em R$ 2,85 bilhões em apenas um dia, reforçando a tendência observada desde a semana anterior, quando havia registrado forte entrada de R$ 10 bilhões após o primeiro turno das eleições. Em contraste, investidores individuais mudaram de posição: após um fluxo negativo de R$ 2,5 bilhões até 23 de outubro, no dia 26 registraram entrada líquida de R$ 3,6 bilhões, tornando‑se os únicos a comprar mais que vender. Apesar da reversão, a participação dos individuais no capital da B3 passou de 9,68% para 9,70%, ainda sendo a menor proporção do ano. Gustavo Cruz, estrategista‑chefe da Sincra, ressaltou que o movimento não altera a trajetória dos investidores individuais em relação ao índice e pode refletir apenas oportunidade pontual. Estrategistas do Bradesco BBI observaram que, apesar da turbulência, os fluxos de ETFs internacionais ligados ao Brasil permanecem resilientes, citando a atratividade de múltiplos de preço abaixo de oito vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, tornando o mercado brasileiro o segundo mais barato do mundo, atrás apenas da Coreia do Sul.

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