A Advanced Micro Devices (AMD) está sendo negociada a 63 vezes seus lucros futuros, enquanto a Nvidia (NVDA) é negociada a 24 vezes, apesar de ambas serem líderes no design de GPUs para inteligência artificial. Historicamente, essa diferença de múltiplos sugere que a AMD pode ser a melhor compra, implicando que seu valuation atual tem mais espaço para compressão ou crescimento de lucros para justificar o preço. Essa dinâmica de precificação afeta diretamente os ativos das duas empresas e seus fornecedores na cadeia de suprimentos de semicondutores, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSM). Para o investidor brasileiro, o impacto ocorre via exposição a fundos globais ou ETFs de tecnologia, que incluem essas gigantes do setor. Um paralelo histórico pode ser observado na bolha das pontocom (2000-2001), onde empresas com múltiplos elevados viram seus valuations desinflarem, enquanto concorrentes com múltiplos mais razoáveis ofereciam assimetria de retorno. O próximo gatilho relevante será a divulgação de resultados trimestrais (earnings) da AMD em 9 de setembro de 2026, que pode redefinir as expectativas de crescimento. No médio prazo (3-6 meses), a tese de que a AMD é a 'melhor compra' dependerá da execução de sua estratégia em IA e da capacidade de aumentar sua participação de mercado em relação à NVDA.
Nas próximas 4-6 semanas, o foco estará na capacidade da AMD de comunicar sua estratégia de IA e os resultados do próximo earnings (9 de setembro de 2026). Se a AMD apresentar um guidance forte e superar as expectativas, suas ações (AMD, $178.50 hoje) podem buscar a faixa de $190-$200. No médio prazo (3-6 meses), a tese de que a AMD é a 'melhor compra' dependerá da execução de sua estratégia em IA e da capacidade de aumentar sua participação de mercado em relação à NVDA. Um gatilho de aceleração seria um grande contrato de data center para GPUs da AMD.
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