A expectativa de uma virada à direita no Congresso e a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial geraram euforia nos mercados locais, amparando os negócios. Mesmo com a declaração do senador sobre o uso da maioria para mudar a Constituição causando estranhamento, o otimismo prevaleceu. Este cenário resultou em queda do dólar e dos juros futuros, enquanto a bolsa registrou valorização. A percepção de um ambiente político mais alinhado a políticas de mercado atrai fluxo de capital estrangeiro, reduzindo o prêmio de risco do país. Contudo, a divulgação da ata do Federal Reserve e a movimentação dos preços do petróleo permanecem no radar como potenciais influências externas. O desfecho do segundo turno eleitoral e a clareza sobre a agenda econômica do novo governo serão cruciais para a continuidade ou reversão deste humor. A história mostra que períodos de transição política podem gerar volatilidade e realocação de capital, como observado em eleições passadas, a exemplo de 2018.
O desfecho do segundo turno da eleição presidencial, com a divulgação dos resultados oficiais, será o principal catalisador. Além disso, a ata do Federal Reserve, que será divulgada em breve, fornecerá pistas sobre a política monetária dos EUA, influenciando o fluxo de capital global. A evolução dos preços do petróleo no cenário internacional também definirá o desfecho para a inflação e custos de energia.
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