O dólar encerrou o pregão em R$5,13, revertendo parte da desvalorização anterior, em um movimento de fortalecimento generalizado da moeda americana. Essa alta foi catalisada pela crescente aversão a risco global, impulsionada pela escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Adicionalmente, comentários de teor conservador de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, reforçaram a expectativa de manutenção de juros elevados, contribuindo para o fluxo de capital para ativos de segurança. O mercado de câmbio doméstico e outras moedas de países emergentes operaram sob pressão significativa, refletindo a dinâmica de fuga de capital. Historicamente, períodos de tensão geopolítica no Oriente Médio e expectativas de aperto monetário nos EUA resultam em valorização do dólar e volatilidade nos mercados emergentes, como observado na crise do Estreito de Ormuz em 2019, que elevou os preços do petróleo. O principal gatilho a monitorar nas próximas semanas será qualquer desenvolvimento nas relações EUA-Irã e novas declarações de membros do Fed. No médio prazo, a persistência dessas tensões e a política monetária do Fed podem manter o real sob pressão, com o dólar oscilando em patamares elevados.
Nas próximas 1-3 semanas, o dólar ($5.1364 hoje) deve permanecer em patamares elevados, com viés de alta, podendo testar a resistência de R$5,20. O principal gatilho de aceleração seria uma escalada militar no Golfo Pérsico ou uma declaração ainda mais hawkish do Fed. No médio prazo (4-8 semanas), se as tensões geopolíticas persistirem e o Fed não sinalizar cortes de juros, o dólar poderá se consolidar acima de R$5,15, mantendo a pressão sobre ativos de risco brasileiros e emergentes.
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