O Japão planeja reconstruir mais de uma dezena de reatores nucleares até 2050, enquanto a China está construindo sete novos reatores somente este ano. Nos EUA, duas empresas desenvolvem uma usina híbrida nuclear-gás, e a Alemanha reconheceu que sua decisão de desativar a energia nuclear foi um erro estratégico. Essa tendência global, que conta com o apoio de figuras como Brad Smith, da Microsoft, sinaliza uma nova abordagem para a segurança energética. O mecanismo econômico reside no aumento da demanda por urânio, tecnologia e infraestrutura nuclear, redirecionando o fluxo de capital para este setor. Isso impulsionará os preços de ativos como UEC, NXE e o ETF URA, enquanto empresas como BWXT e SIE.DE se beneficiarão da demanda por novos projetos. Para o investidor brasileiro, ELET3 pode ganhar relevância estratégica, embora o impacto direto seja limitado. A reação institucional é de reacumulação em ativos nucleares e rotação de capital, contrastando com o desinvestimento pós-Fukushima em 2011, que viu o preço do urânio cair 70% em dois anos. O próximo gatilho a monitorar são anúncios de políticas governamentais e aprovações de projetos, com um horizonte de investimento de médio a longo prazo, focado na transição energética global.
Nos próximos 6-12 meses, espera-se um fluxo contínuo de capital para o setor nuclear, impulsionado por anúncios de políticas governamentais e aprovações de projetos. O ETF URA (atualmente ~$30) pode testar a faixa de $35-38, enquanto UEC e NXE podem ver valorizações de 15-20% se o preço do urânio se mantiver acima de $90/lb. O principal gatilho de aceleração será a concretização de grandes contratos de construção ou financiamento para novas usinas, especialmente na Europa e América do Norte.
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