O memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos para resolver o conflito no Estreito de Ormuz provocou uma significativa descompressão nos preços do petróleo, com o barril Brent recuando para US$ 72,48. Esta queda de preços se estendeu a todos os combustíveis e fertilizantes, aliviando pressões de custo em diversas cadeias produtivas. Embora o governo brasileiro tenha se beneficiado anteriormente da alta do petróleo, a sustentabilidade dessa vantagem é questionável. A normalização completa da produção e oferta global de petróleo e derivados pode levar meses, indicando que a estabilidade atual dos preços pode ser transitória. Historicamente, a desescalada de tensões geopolíticas, como o acordo nuclear com o Irã em 2015, gerou quedas de ~30% no Brent nos meses seguintes. Os próximos meses serão cruciais para monitorar a implementação do acordo e a real normalização da oferta global, definindo o horizonte para os preços das commodities.
Nos próximos 2-4 meses, espera-se que os preços do petróleo se mantenham sob pressão de baixa, com o Brent oscilando entre US$ 68-75, enquanto a oferta se normaliza. O principal gatilho para uma reversão seria uma nova escalada de tensões geopolíticas ou uma falha na implementação do acordo Irã-EUA.
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