O mercado financeiro volta sua atenção para a divulgação do índice de inflação PCE e da leitura final do PIB dos Estados Unidos, dados que são determinantes para a política monetária do Federal Reserve. Um resultado mais robusto que o esperado pode reforçar a necessidade de juros altos por mais tempo, pressionando os ativos de risco globalmente e fortalecendo o dólar. No Brasil, o monitoramento das contas públicas adiciona um fator de incerteza local, capaz de amplificar a sensibilidade do Real e das ações domésticas a choques externos. Historicamente, em 2022, dados de inflação persistentemente altos (PCE atingindo 6.8% em junho) levaram o S&P 500 a uma queda de aproximadamente 20%, com o dólar valorizando mais de 10%. O próximo gatilho relevante será a comunicação do Fed após a análise desses dados, que definirá o tom para as próximas semanas. No médio prazo, a volatilidade deve persistir, atrelada à evolução da inflação e do crescimento, e à resposta dos bancos centrais.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve permanecer volátil, dependendo da interpretação dos dados de PCE e PIB. Se os dados forem mais fortes que o esperado, o DXY (101.24) pode testar 102.5-103, enquanto o SPY ($764.20) pode cair para $750. Um gatilho de alta seria uma sinalização mais dovish do Fed, que parece improvável no curto prazo.
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