Crítica ao split payment pode asfixiar capital de giro de empresas

Daniella Marques, porta-voz para temas econômicos da campanha de Flávio Bolsonaro, criticou o sistema de split payment, ainda não implementado pela reforma tributária, durante entrevista. Marques afirmou que o sistema 'asfixia o capital de giro do pequeno empreendedor', e que especialistas trabalham para propor alternativas. O split payment prevê o recolhimento automático de impostos na fonte, separando o valor do tributo do pagamento ao fornecedor, o que retém o capital de giro imediatamente, antes que a empresa possa utilizá-lo. A potencial dificuldade de capital de giro para empresas, se o sistema for implementado, pode levar a menor investimento, desaceleração do crescimento e aumento do risco de crédito na economia brasileira. O desfecho dependerá da capacidade do governo de negociar e implementar uma versão do split payment que minimize o impacto no capital de giro ou de propor alternativas que garantam a arrecadação sem prejudicar a liquidez empresarial.

Análise

O debate político em torno da reforma tributária e a tramitação no congresso, que definirão a forma final e o cronograma de implementação do split payment, são os pontos-chave a monitorar nos próximos meses. A publicação de decretos regulamentadores detalhando a aplicação prática da medida também será crucial.

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