Contratos futuros de ouro encerraram esta segunda-feira em queda na Comex/Nymex, refletindo apostas em uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve. A perspectiva de juros mais altos nos EUA eleva o custo de oportunidade de manter ouro, um ativo que não gera rendimento, enquanto o apetite ao risco diminui a demanda por refúgio. Isso pressiona ETFs como GLD e IAU para baixo, ao mesmo tempo que pode impulsionar SPY e QQQ com a realocação de capital. Para o investidor brasileiro, um dólar fortalecido por juros americanos mais altos pode depreciar o BRL, mas a queda do ouro reduz a proteção cambial. Similarmente, em 2013, o 'taper tantrum' do Fed levou a uma forte correção no ouro (-28% no ano), pois o mercado precificou o fim da flexibilização monetária. Os próximos dados de inflação (CPI) e emprego (Payroll) dos EUA serão cruciais para confirmar ou refutar as expectativas sobre o aperto monetário do Fed. No médio prazo, o ouro pode permanecer sob pressão se o Fed mantiver uma postura hawkish, a menos que a escalada geopolítica reforce a demanda por refúgio.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (GLD em $4040.50 hoje) provavelmente permanecerá sob pressão, com um viés de baixa se o Fed continuar restritivo, podendo testar a faixa de $3950. A atenção se volta aos próximos dados de inflação e emprego dos EUA para confirmar o caminho do Fed.
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