Governo Lula enfrenta rombo fiscal sem ajustes antes de 2027

Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026, o novo governo tem tarefas urgentes para fechar o orçamento antes do fim do ano. O IFI, órgão vinculado ao Senado, alerta que, sem um ajuste fiscal, o déficit primário pode alcançar 1 % do PIB em 2027, contrastando com a meta de superávit de 0,25 % estabelecida na peça orçamentária. Segundo Marcus Pestana, diretor‑executivo do IFI, o reajuste de 15,04 % do Bolsa Família, o pacote de benefícios aos microempreendedores individuais (MEIs) e a perda de arrecadação com a proibição das apostas geram um impacto adicional de R$ 40 bilhões, podendo ultrapassar R$ 60 bilhões quando consideradas outras promessas eleitorais, como o Pé‑de‑Meia universitário, aumento do salário mínimo e gratuidade do transporte público nos fins de semana. O órgão já identificava, antes da incorporação das promessas, uma divergência de R$ 104 bilhões entre as projeções de receitas e despesas do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de agosto. O IFI ainda projeta crescimento do PIB de 1,8 % em 2027, abaixo dos 1,31 % previstos pelo Boletim Focus, limitando a arrecadação e dificultando o cumprimento das metas fiscais.

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