Juros longos sobem com temor fiscal, mas possível indicação de Fonteles à Fazenda acalma mercado

Os juros futuros encerraram o pregão de hoje sem direção única, à medida que o recuo moderado das taxas de curto a médio prazo contrastou com a pressão observada na ponta longa da curva a termo, que acabou inclinando novamente em resultado à dinâmica da renda fixa nesta quinta-feira. Sinalizações de que o novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não terá a agenda fiscal como uma de suas prioridades acenderam um sinal de alerta e os juros de longo prazo chegaram a saltar mais de 20 pontos-base durante o pregão. No entanto, à tarde, a notícia veiculada pela CBN de que o atual governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, receberá um convite para ser ministro da Fazenda a partir do ano que vem foi bem recebida e apaziguou as preocupações dos investidores, reduzindo os prêmios de risco acrescidos aos juros futuros. Com isso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 se ajustou em queda de 14,41%, do ajuste anterior, para 14,365%; a do DI de janeiro de 2029 teve leve baixa de 14,825% a 14,805%; e a do DI de janeiro de 2031 anotou alta de 15,07% para 15,155%.

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