O aumento do custo de vida será a principal preocupação dos americanos que irão às urnas nas eleições legislativas desta terça-feira (3), que determinarão o controle do Congresso nos dois últimos anos do mandato do presidente Donald Trump. A seguir, estão os resultados de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada com 1.765 adultos americanos em todo o país, de quinta-feira a segunda-feira — o que diferencia o levantamento de uma pesquisa de boca de urna, que entrevista eleitores quando eles deixam os locais de votação. A pesquisa teve margem de erro de 3 pontos percentuais para os eleitores registrados. Custo de vida Cerca de 48% dos eleitores registrados entrevistados afirmam que o custo de vida é a principal questão para decidir seu voto, em comparação com 26% que apontam as normas democráticas e 13% que mencionam a imigração. Os preços dos combustíveis nos Estados Unidos dispararam desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro. Preços dos combustíveis são exibidos em um posto de gasolina em Buford, na Geórgia, nos Estados Unidos Reuters/Edgar Su Donald Trump Trump pediu a seus apoiadores que fingissem que ele próprio estava na cédula de votação, em uma tentativa de mobilizar seu Partido Republicano. A pesquisa Reuters/Ipsos mostrou, entretanto, que 48% das pessoas que planejavam votar — ou já haviam votado — disseram considerar seu voto uma manifestação contra Trump, em comparação com 25% que afirmaram estar votando a favor dele. Cerca de 25% disseram que Trump não era um fator em sua decisão. Guerra contra Irã Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Cerca de 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu seu custo, enquanto 55% afirmam que não valeu a pena. Outros 18% não tinham certeza. Integridade eleitoral De modo geral, os eleitores confiam no processo eleitoral americano, com 77% afirmando estar confiantes de que seus votos serão contabilizados. Em contrapartida, 45% dizem acreditar que a fraude eleitoral é um problema generalizado. Trump alegou falsamente que um número enorme de não cidadãos vota ilegalmente, e autoridades eleitorais temem que o governo possa interferir na eleição ou na certificação de resultados que considere desfavoráveis. A Casa Branca afirma que seu objetivo é proteger a integridade das eleições e a segurança do voto. Finanças domésticas Cerca de 49% dos americanos acreditam que a situação financeira de suas famílias piorou desde janeiro de 2025, quando Trump voltou ao poder, em comparação com 13% que disseram que suas finanças melhoraram e 37% que afirmaram que a situação permaneceu praticamente igual. Trump fez campanha antes da eleição presidencial de novembro de 2024 com a promessa de impulsionar fortemente a economia, mas seu índice de aprovação caiu nos últimos meses para os níveis mais baixos de sua carreira política, inclusive entre os americanos hispânicos, que passaram a apoiá-lo mais em 2024. A pesquisa mais recente mostrou que 54% dos hispânicos disseram que a situação financeira de suas famílias piorou, enquanto 10% afirmaram que houve melhora. Participação de transgêneros nos esportes Cerca de 38% dos eleitores entrevistados antes da eleição disseram que impedir meninas e mulheres transgênero de participar de competições esportivas femininas era uma questão muito importante ou a mais importante, em comparação com 25% que disseram o mesmo sobre a proteção dos direitos das pessoas transgênero. Centros de dados de IA Cerca de 42% dos eleitores registrados entrevistados disseram que limitar a construção de centros de dados usados para alimentar sistemas de inteligência artificial (IA) era uma questão muito importante ou a mais importante. Megadoadores Os ultrarricos enfrentam poucas restrições quanto ao valor que podem gastar para influenciar as eleições federais. Uma maioria bipartidária dos eleitores registrados — incluindo 93% dos democratas e 71% dos republicanos — considera inadequado que bilionários contribuam com dezenas de milhões de dólares para influenciar eleições. Avaliação dos partidos Embora os entrevistados pela pesquisa tenham demonstrado uma ligeira preferência pelos democratas em relação aos republicanos nas eleições deste ano para o Congresso, eles continuam divididos sobre qual partido apresenta boas ideias. Cerca de 43% dos eleitores registrados entrevistados disseram que os democratas tinham pelo menos algumas boas ideias, ante 39% que afirmaram o mesmo sobre os republicanos. Placas eleitorais do lado de fora de uma seção de votação durante as eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, em Newfields, no Estado de New Hampshire Reuters/Amanda Sabga
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