A Dinamarca, sob a liderança da primeira‑ministra Mette Frederiksen, prometeu recuperar aproximadamente US$10 milhões de recursos públicos que foram pagos a uma empresa registrada na Itália e que não entregou nenhum projétil de artilharia à Ucrânia. O dinheiro foi encaminhado por meio da Estônia a pedido do então ministro da Defesa estoniano, Hanno Pevkur, que renunciou no início de setembro após a divulgação de pagamentos adiantados ao fornecedor. As investigações do portal Danwatch revelaram que a Dinamarca havia contribuído com 71 milhões de coroas (cerca de US$10 milhões), representando um sétimo do total transferido pelo Centro de Investimentos de Defesa da Estônia (ECDI) à empresa Datasel, envolvida no suposto fraude. O ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, afirmou que há acordo em discussão com a Estônia para que os fundos sejam devolvidos. Em abril de 2025, o ex‑ministro da Defesa dinamarquês Troels Lund Poulsen aprovou o financiamento à Estônia a pedido de Pevkur. A empresa italiana, Fire Point, que começou como locadora de locações cinematográficas, foi adquirida pela indiana Neco Defense em março de 2024 e, segundo relatos, teria vínculos com Timur Mindich, associado ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Em paralelo, a Dinamarca garantiu um empréstimo estatal de 750 milhões de coroas (cerca de US$110 milhões) à subsidiária dinamarquesa da Fire Point para produção de combustível de foguete.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real