O bitcoin sobe nesta quarta-feira (4) e volta a negociar acima dos US$ 80 mil, depois de cair a cerca de US$ 75,7 mil durante a apuração das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Naquele momento, os futuros do Nasdaq chegaram a cair 2%. Nas horas seguintes, porém, os futuros das bolsas americanas viraram para o positivo e a criptomoeda iniciou uma recuperação. Por volta das 15h15, o bitcoin avançava 3,5% em 24 horas, a US$ 80.590,62, segundo o CoinGecko. No Brasil, era negociado a R$ 440.953,63, com alta de 3,33%, de acordo com o CoinTrader Monitor. Para Lacie Zhang, analista de pesquisa da Bitget Wallet, a rápida recuperação após a queda da madrugada indica que o resultado eleitoral teve efeito limitado sobre o bitcoin depois da volatilidade inicial. Na avaliação dela, o preço tende a responder mais às condições macroeconômicas e à demanda pelo ativo do que à composição do Congresso dos EUA. A Vault Capital também destaca que o bitcoin tem acompanhado mais de perto as ações de tecnologia. Marco Aurélio de Camargos, CIO da casa, aponta que a correlação com a Nasdaq chegou a 0,63, perto do maior nível desde julho, enquanto a relação com o ouro caiu para 0,36. “Quem quer entender o bitcoin tem que olhar a tecnologia, principalmente a conta da IA, e não o ouro”, afirma. Os ETFs à vista de bitcoin, porém, continuam registrando retiradas. Segundo a Vault, os fundos acumularam cerca de US$ 515 milhões em saídas nos dois primeiros pregões de novembro, depois de outros US$ 643 milhões na última sexta-feira de outubro. Entre as principais altcoins, o ether subia 5,5%, a US$ 2.423,82, enquanto a BNB avançava 2,6%, a US$ 716. O XRP ganhava 2,4%, a US$ 1,31, e a solana subia 2,3%, a US$ 95,69.
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