Artur Grynbaum, do Grupo Boticário, defende adiar reforma tributária: 'É mais sensato postergar'

Artur Grynbaum, vice‑presidente do Conselho do Grupo Boticário, defendeu, em entrevista coletiva na ABF Con, que a implementação da reforma tributária seja adiada para 2028, a pouco mais de dois meses do início previsto. O executivo apontou a falta de definições sobre alíquotas, cálculo de créditos e débitos como obstáculo ao planejamento das empresas para 2027, aumentando o risco de erros e disputas. Dados da pesquisa realizada pela ABF em parceria com o Sebrae mostram que 55 % dos franqueadores consideram a carga tributária o principal desafio, superando questões como mão de obra, juros, acesso a crédito e inflação. Entre redes de médio e grande porte, 61 % destacam a tributação como desafio, contra 44 % das micro e pequenas empresas. O Grupo Boticário, com mais de 4 mil pontos de venda e GMV de R$ 38,1 bilhões, alerta ainda para a complexidade de operar simultaneamente com dois sistemas tributários, o que pode elevar custos e exigir novas contratações, especialmente em lojas com duas ou três pessoas, cujo impacto chega a 50 %.

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