O Tesouro Nacional divulgou projeções indicando que a dívida bruta do governo geral atingirá 83,5% do PIB em 2026 e escalará para 87,9% em 2029, antes de um recuo para 83,1% em 2036. Esta trajetória de alta dívida até o final da década aumenta o prêmio de risco exigido sobre ativos brasileiros, refletindo maior incerteza fiscal. Consequentemente, espera-se pressão de depreciação sobre o Real e elevação das taxas de juros de longo prazo, impactando negativamente ações de empresas endividadas e setores sensíveis ao crédito. Paralelamente, em 2015-2016, o Brasil viu sua dívida-PIB saltar de ~60% para ~70%, resultando em forte depreciação do BRL e recessão. O principal gatilho a monitorar é a implementação e aderência à nova âncora fiscal nos próximos 12-18 meses. No médio prazo, a manutenção de uma dívida elevada limita o espaço para políticas anticíclicas e mantém o custo de capital no país em patamar elevado.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve precificar parte deste risco fiscal. Se o governo não apresentar medidas compensatórias ou uma sinalização fiscal mais forte, o EWZ (atualmente em 172,024) pode testar níveis de 165.000-168.000, e o Real (USDBRL 5.1692) pode se aproximar de R$5.25. Um gatilho para uma piora mais acentuada seria qualquer atraso ou flexibilização na nova âncora fiscal, ou uma piora inesperada nos dados de arrecadação.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real