O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiou o depoimento de Daniel Vorcaro à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que estava agendado para 9 de setembro. Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, encontra-se preso e é alvo de três inquéritos da CVM relacionados a operações com ações da Ambipar, emissões de notas comerciais e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). O adiamento da oitiva prolonga a incerteza regulatória sobre a governança e as práticas de mercado dos ativos sob investigação. No Brasil, a interrupção de processos regulatórios por instâncias superiores pode gerar percepção de fragilidade na fiscalização, afetando o prêmio de risco do mercado. Historicamente, casos de figuras públicas envolvidas em investigações financeiras, como a saga de Eike Batista e suas empresas (OGX, MMX) em 2013, resultaram em desvalorização acentuada e prolongada dos ativos relacionados. O próximo passo será a remarcação do depoimento, cuja data é crucial para a continuidade das investigações e para a definição de um horizonte de resolução. No médio prazo, a clareza sobre as conclusões da CVM será determinante para a recuperação ou aprofundamento da desconfiança nos mercados afetados.
Nas próximas 1-4 semanas, o mercado deve permanecer em modo de 'wait-and-see' em relação a AMBP3 e FIIs de CRIs, aguardando a nova data do depoimento e qualquer vazamento de informação. Se o depoimento for adiado novamente ou se surgirem novas acusações, a pressão vendedora se intensificará. Se houver um desfecho rápido e positivo, um alívio temporário pode ocorrer. O gatilho primário será a remarcação e o conteúdo do depoimento de Daniel Vorcaro.
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