Os mercados europeus registraram um forte avanço este ano, contrariando as projeções pessimistas de stagflation que circulavam devido ao conflito no Irã. Essa performance inesperada está solidificando a região como um destino atraente para gestores de recursos, que agora veem a Europa como uma aposta vencedora. O mecanismo econômico por trás disso reside na capacidade da economia europeia de absorver choques geopolíticos e energéticos de forma mais eficaz do que o esperado, dissipando temores de uma desaceleração combinada com alta inflação. Consequentemente, ativos como o índice DAX.DE, e grandes empresas como SIE.DE e RHM.DE, estão se beneficiando, enquanto ativos de refúgio como GLD podem enfrentar pressão. Para o investidor brasileiro, essa melhora no apetite por risco global pode impulsionar o EWZ e o BTC. Um paralelo histórico pode ser visto após o choque inicial da invasão russa à Ucrânia em 2022, onde os mercados europeus, como o DAX, mostraram resiliência maior do que o esperado, recuperando perdas significativas até o final do ano. O gatilho a monitorar é a evolução do conflito no Irã e os próximos dados de inflação e PIB da Zona do Euro, que confirmarão ou desafiarão essa resiliência. No médio prazo, se a Europa mantiver o crescimento, poderá haver uma reavaliação global de alocação de ativos.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os mercados europeus mantenham o ímpeto positivo, com o DAX buscando romper a resistência de 26,500 pontos. O principal gatilho de aceleração seria a divulgação de dados de inflação e crescimento mais favoráveis na Zona do Euro, enquanto uma escalada no conflito do Irã representaria o maior risco de reversão.
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