Sean Peche, gestor da Ranmore Fund Management, destacou ações 'desprezadas' em seu portfólio, focando em marcas de consumo e tecnologia asiática para contornar a atual euforia em torno da Inteligência Artificial. Esta abordagem sugere uma rotação de capital para empresas com valuations mais atrativos e fundamentos sólidos, em contraste com as altas avaliações vistas em muitos nomes de tecnologia ligados à IA. O mecanismo subjacente é a busca por valor em setores fora do ciclo de hype, potencialmente antecipando uma desaceleração ou correção nas ações de crescimento. Consequentemente, ativos como BABA e KO podem se beneficiar, enquanto os ligados à IA, como NVDA e SMCI, podem enfrentar pressão relativa. Para o investidor brasileiro, esta tese reforça a diversificação em dólar e a busca por valor em mercados emergentes ou setores defensivos, como bancos (ITUB4). Historicamente, a bolha das pontocom em 2000-2002 viu uma rotação massiva de tecnologia para valor, com empresas de consumo e industriais superando o mercado. O gatilho a monitorar nas próximas semanas são os resultados de grandes techs e qualquer sinal de desaceleração do crescimento da IA. No médio prazo, o cenário aponta para uma possível normalização das valuations, favorecendo a tese de valor.
Nas próximas 4-8 semanas, a volatilidade no setor de tecnologia, especialmente em torno das ações de IA, pode persistir. Se os resultados de grandes empresas de tecnologia de IA mostrarem sinais de desaceleração, isso pode atuar como um gatilho para uma rotação mais acentuada para ações de valor. No médio prazo (3-6 meses), a tese de valor pode ganhar força se o ambiente macroeconômico global penalizar o crescimento de alto valuation, favorecendo empresas com múltiplos mais conservadores.
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