O sistema de consórcios registrou R$389,59 bilhões em créditos comercializados de janeiro a agosto de 2026, 24,2% acima do mesmo período de 2025. O aumento de volume eleva a arrecadação de taxas das administradoras e dos bancos que operam consórcios, mas ocorre em cenário de crédito caro, com Selic em 13,7%, que encarece o custo de financiamento. Bancos com forte presença em consórcios – Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) – são diretamente impactados pela maior demanda por cotas. O efeito chega ao investidor brasileiro via potencial variação nas receitas de serviços financeiros e na margem de crédito desses bancos, refletindo no desempenho das ações na B3. Não há relatos de reações imediatas de gestores ou fundos na fonte. Em 2022, a expansão dos consórcios também superou 20% YoY, impulsionando resultados de instituições financeiras. O próximo gatilho a observar é a decisão do Copom sobre a taxa Selic nas próximas reuniões, previstas para outubro. O desfecho dependerá da evolução da política monetária e da capacidade dos bancos de converter o volume de consórcios em lucro líquido, equilibrando receitas de taxas contra o custo de captação.
A decisão do Copom sobre a taxa Selic nas próximas reuniões, previstas para outubro, definirá se o custo de crédito será reduzido, influenciando a rentabilidade dos bancos.
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