As exportações de Gás Natural Liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz continuam paralisadas, enquanto o fluxo de petróleo bruto já se normalizou. Essa divergência no transporte de energia, com petroleiros operando e gaseiros não, mantém os preços do GNL em patamares próximos aos máximos observados em períodos de conflito. Tal situação beneficia diretamente produtores de gás natural como EQT e Equinor, cujas receitas são impulsionadas por preços mais altos, enquanto pressiona empresas industriais europeias como VOW3. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto via inflação global de energia e potenciais efeitos sobre a balança comercial de parceiros importantes, influenciando o USDBRL. Governos europeus e asiáticos, grandes importadores de GNL, intensificarão buscas por fontes alternativas e medidas de racionamento para mitigar o choque de preços. Em 2022, a crise energética na Europa, após a redução do fornecimento de gás russo, elevou os preços do gás natural a níveis recordes, demonstrando a sensibilidade do mercado a choques de oferta. O próximo gatilho a monitorar é qualquer sinal de desescalada geopolítica na região ou a reabertura segura das rotas de GNL, ou ainda a divulgação dos estoques de gás na Europa e Ásia nas próximas semanas. No médio prazo, a persistência dessa disrupção pode acelerar investimentos em terminais de GNL e fontes renováveis, buscando maior segurança energética global.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do GNL se mantenham elevados (UNG acima de $20, EQT acima de $60), impulsionados pela persistência das disrupções em Ormuz.
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