A crise no rebanho americano, com a redução da oferta de gado, gerou uma disputa entre exportadores sul-americanos por 300 mil toneladas de carne moída no mercado dos EUA. A escassez de oferta doméstica nos EUA eleva a demanda por importações, que Brasil e Argentina buscam preencher, impactando os preços e volumes de exportação. Isso beneficia diretamente empresas como JBSS3 e MRFG3, que podem aumentar seus volumes de exportação para os EUA, e fortalece o setor de proteínas no Brasil. A Casa Branca e o USDA provavelmente monitorarão a origem e os preços das importações para garantir a segurança alimentar e a estabilidade de custos. Em 2014, surtos de gripe aviária nos EUA impulsionaram as exportações brasileiras de frango em 15% para o mercado americano, demonstrando a capacidade de preencher lacunas. O próximo gatilho é a evolução dos dados de rebanho e produção nos EUA; no médio prazo, a persistência da crise pode consolidar a posição dos exportadores sul-americanos.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que as empresas brasileiras de proteína consolidem novos contratos de exportação para os EUA, impulsionando as cotações de JBSS3 e MRFG3 em até 5-8% se os volumes reportados forem robustos. O principal gatilho de aceleração será a divulgação de dados de exportação e a evolução dos preços da carne moída nos EUA.
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