O Citigroup alertou que uma desaceleração no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial pode resultar em revisões negativas nos lucros corporativos. Este cenário é crítico, pois as revisões de lucros têm sido o principal motor dos ganhos substanciais no mercado de ações ao longo de 2026, especialmente no setor de tecnologia. No Brasil, o impacto seria sentido através de uma aversão global a risco, pressionando o IBOV e o câmbio USDBRL, com investidores buscando menor exposição a ativos de crescimento. O alerta do Citigroup reflete uma crescente preocupação de grandes instituições financeiras sobre a sustentabilidade do rally impulsionado pela IA. Historicamente, a bolha da internet no início dos anos 2000, impulsionada por expectativas não materializadas, levou a quedas de mais de 70% em índices de tecnologia. Os próximos gatilhos a monitorar incluem os resultados do Q3/2026 das Big Techs e semicondutores, que podem sinalizar desaceleração ou manutenção do momentum. No médio prazo, a sustentação dos ganhos do mercado dependerá da materialização efetiva dos lucros gerados pela IA, e não apenas das projeções.
Nas próximas 4-6 semanas, se houver sinais concretos de desaceleração nos projetos de IA ou revisões negativas de earnings, espera-se uma pressão de venda significativa em ações de tecnologia. O FOMC (2026-09-16) e os resultados do Q3/2026 das Big Techs serão gatilhos cruciais para confirmar ou refutar essa tese, com o mercado monitorando o guidance para 2027.
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