O preço do minério de ferro recuou 1,78% na bolsa de Dalian, China, nesta sexta-feira (11), em um movimento que reflete a persistência de fundamentos fracos para a commodity. A queda indica uma demanda por aço aquém das expectativas, principalmente no maior mercado consumidor global, a China, impactando toda a cadeia de valor. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do minério pode gerar uma depreciação do BRL e pressionar o IBOV, dada a alta exposição do índice a mineradoras e siderúrgicas. Em 2015, o minério de ferro caiu mais de 40% devido à desaceleração chinesa e excesso de oferta, impactando severamente os balanços das grandes mineradoras. O próximo gatilho a monitorar são os dados de produção industrial e investimento em infraestrutura da China, esperados para as próximas semanas. No médio prazo, a recuperação dependerá de estímulos governamentais chineses e de uma estabilização do setor imobiliário, que ainda pesa sobre a demanda por aço.
Nas próximas 4-6 semanas, o minério de ferro (com preço de referência Brent/tonelada, ajustando para minério) deve permanecer sob pressão, testando o suporte de US$95-100/tonelada. Um catalisador para uma recuperação seria a sinalização clara de novos pacotes de estímulo econômico da China, com foco em construção e infraestrutura, que ainda não se materializou de forma convincente.
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