O Banco Central deve manter a Selic em 13,75% ao ano durante todo o ano de 2027 e pelo menos até o segundo trimestre de 2028, de acordo com a avaliação do Goldman Sachs. A piora das perspectivas para a inflação limita o espaço para retomar os cortes, apesar dos sinais mais claros de desaceleração da economia brasileira. A análise, assinada pelo economista Alberto Ramos, foi divulgada após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter os juros em 13,75% na quarta‑feira (4), interrompendo o ciclo de redução da taxa. A decisão foi unânime e ficou em linha com a expectativa da instituição. Mesmo em 2028, o Goldman vê espaço apenas para cortes limitados. A extensão de uma eventual flexibilização, porém, depende de um cenário ainda cercado de incertezas sobre o crescimento e a condução da política econômica, principalmente na frente fiscal.
A definição do desfecho dependerá das próximas atas do Copom e das projeções de inflação publicadas pelo Banco Central, previstas para divulgação em março de 2027, julho de 2027 e janeiro de 2028.
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