O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por interromper o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, mantendo-a em 13,75% ao ano. Em entrevista ao Valor Econômico, Marco Antonio Caruso, economista-chefe do Santander, avaliou que a comunicação do Copom foi "dura" para justificar a pausa, mas com sinais de preferência por prolongar o período de juros altos a uma eventual retomada do aperto monetário. Caruso indicou que a deterioração da inflação e das expectativas justifica a interrupção, enquanto a desaceleração da atividade econômica impõe uma barreira a qualquer aumento futuro de juros. O Santander, por sua vez, prevê a Selic em 13,75% durante todo o primeiro semestre de 2027, com possível espaço para cortes apenas na segunda metade do próximo ano. O economista destacou que a projeção de inflação de 3,5% do Copom, que em 2024 justificaria alta de juros, ocorre com juro real mais alto e hiato do produto menos aberto.
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