O corregedor‑geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, utilizou um caso de oferta irregular de criptoativos em troca de propaganda política para fundamentar medidas restritivas na campanha presidencial de 2026. Em decisão publicada na terça‑feira, 27 de outubro, o magistrado fixou multa de R$ 100 mil por postagem infratora para o então candidato Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira, o empresário Pablo Marçal e o parlamentar Alfredo Gaspar. A medida visa impedir a divulgação de uma memecoin criada na rede Solana que prometia recompensas financeiras a eleitores que votassem em Bolsonaro, embora o candidato tenha negado vínculo com a campanha. O relator também determinou que a Meta aplique sua política interna de não sugerir publicações políticas a não seguidores nos espaços Explorar, Reels e Feed nos dias 24 e 25 de outubro. O TSE rejeitou o bloqueio total dos perfis, preservando conteúdos lícitos e a liberdade de expressão durante o período eleitoral.
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