Dimitris Maniatis, CEO da Marisks, confirmou que a mais recente avaliação de inteligência reduziu as expectativas de uma escalada de curto prazo no Estreito de Ormuz, após análises anteriores indicarem risco elevado. No dia anterior, 25 navios transitaram com segurança pelo corredor sul, sob a orientação militar dos EUA, e o movimento de embarcações continua. Maniatis destacou que os ganhos atrativos estão atraindo os armadores de volta à rota, enquanto as tripulações, embora cautelosas, aceitam transitar com bônus e apoio de segurança. Este cenário de desescalada implica uma redução do prêmio de risco no petróleo, o que beneficia companhias aéreas como UAL e AZUL4, devido à queda dos custos de combustível, e empresas de refino como VLO, pela estabilização dos insumos. Em contraste, produtoras de petróleo como XOM e PETR4 podem ver suas receitas pressionadas pela queda dos preços do Brent. Historicamente, a desescalada de tensões geopolíticas, como a observada em janeiro de 2020 entre Irã e EUA, levou a uma rápida normalização dos preços do petróleo e do tráfego marítimo. O próximo gatilho será a continuidade do tráfego e a ausência de novos incidentes, o que pode consolidar o sentimento de risco-on no mercado nas próximas semanas.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do Brent declinem gradualmente para a faixa de $90-$92 por barril, à medida que o prêmio de risco geopolítico continua a diminuir. Setores como transporte marítimo (FRO) e aviação (UAL, AZUL4) devem apresentar um re-rating positivo, enquanto produtoras de petróleo (XOM, PETR4) e ativos de refúgio (GLD) enfrentarão ventos contrários. O gatilho para a manutenção deste cenário será a ausência de novos incidentes no Estreito de Ormuz e a confirmação do aumento do tráfego comercial.
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