EUA manterão pressão sobre Irã até acordo nuclear, com risco de escalada

Em 23 de outubro, em Londres, o Representante Permanente dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou em entrevista ao Financial Times (FT) que os Estados Unidos prosseguirão com sua "guerra" contra o Irã até que um acordo "significativo" seja alcançado sobre o programa nuclear iraniano. Segundo Waltz, o presidente dos EUA e a Marinha americana têm a capacidade de manter um bloqueio aos portos iranianos por tempo indeterminado. A estratégia inclui a intensificação da pressão econômica por meio de sanções, com o objetivo de alcançar um acordo sobre o enriquecimento de urânio e eliminar o estoque existente de material nuclear altamente enriquecido do Irã. Waltz indicou que o conflito pode perdurar por mais de um ano, embora haja expectativa de negociações mais rápidas. O FT também noticiou que o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estão em diálogo para retomar operações ofensivas contra o Irã após as eleições de meio de mandato para o Congresso dos EUA, agendadas para 3 de novembro. A reportagem aponta que a "guerra" é impopular nos EUA devido às suas consequências econômicas, especialmente o aumento significativo dos preços, resultando na queda da aprovação de Trump para 31% e no risco de o Partido Republicano perder para os Democratas.

Análise

O desfecho da situação dependerá do resultado das eleições de meio de mandato nos EUA em 3 de novembro e das decisões subsequentes sobre a retomada de operações ofensivas contra o Irã. Além disso, o progresso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e a evolução dos esforços para eliminar o estoque de urânio enriquecido serão cruciais para definir a intensidade e a duração do conflito.

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