Os dados da EIA revelaram um aumento de 87 Bcf nos estoques de gás natural dos EUA para a semana encerrada em 26 de junho, um volume significativamente acima das projeções de mercado. Tal acúmulo de inventário indica um desequilíbrio entre oferta e demanda, com a oferta superando a absorção pelo mercado, o que classicamente exerce pressão de baixa sobre os preços futuros do gás natural. A queda nos preços do gás natural impacta diretamente produtores como DVN e CNX, mas pode beneficiar empresas industriais e de energia que utilizam o insumo, como LIN e PWR. Para o investidor brasileiro, a queda global nos preços do gás natural pode reduzir custos de energia para indústrias exportadoras, embora o impacto direto no BRL ou IBOV seja marginal sem um choque mais amplo. Historicamente, aumentos de inventário acima da média de 5 anos, como visto em 2020 durante o pico da pandemia, levaram a quedas de 15-20% nos preços futuros de gás natural no curto prazo. Os próximos relatórios semanais de inventário da EIA e as previsões climáticas de verão para o consumo de ar condicionado serão cruciais para determinar a sustentabilidade deste excedente de oferta. No médio prazo, a persistência de altos níveis de estoque pode sinalizar um período prolongado de preços de gás natural deprimidos, impactando a viabilidade de novos projetos de GNL e a rentabilidade do setor de E&P.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do gás natural (UNG, atualmente ~$19.50) continuem sob pressão, podendo testar o suporte de $17-18. A principal resistência é $21.50. Gatilhos para uma mudança de cenário incluem os próximos relatórios de inventário da EIA e previsões climáticas de verão mais quentes que aumentem a demanda por refrigeração. No médio prazo (3-6 meses), a persistência de altos estoques pode limitar o potencial de alta para o UNG, mantendo-o abaixo de $25.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real