O Bitcoin (BTC) sofreu uma queda de 20% em junho de 2026, marcando seu pior mês em quatro anos, com saídas recordes dos ETFs de BTC spot nos EUA. A desvalorização e os outflows massivos de ETFs refletem uma forte pressão de venda institucional e de varejo, indicando um desalavancamento significativo e realocação de capital para ativos menos voláteis. Ativos como BTC, IBIT e FBTC enfrentam forte pressão baixista, enquanto empresas com exposição direta ao Bitcoin, como MSTR e mineradoras como MARA, amplificam essas perdas. Investidores brasileiros expostos via HASH11 ou diretamente ao BTC e ETH sentirão o impacto direto da desvalorização. Similarmente, em maio de 2021, o BTC caiu ~35% após um pico, impulsionado por preocupações regulatórias e desinvestimento institucional, antes de encontrar suporte. A próxima divulgação de dados de inflação (CPI) nos EUA e as decisões do Federal Reserve serão cruciais para o apetite por risco. No médio prazo (próximos 3-6 meses), o Bitcoin pode consolidar em um novo patamar, com a formação de um fundo dependendo da estabilização macroeconômica e do retorno da confiança institucional.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin (atualmente ~$59k) provavelmente testará a região de $55k-57k como suporte inicial. Um catalisador para reversão seria a estabilização dos fluxos de ETF e dados macroeconômicos mais favoráveis, como uma inflação em desaceleração, que influenciaria o apetite por risco. No médio prazo (Q3 2026), a formação de um fundo dependerá da capacidade do mercado de absorver a pressão vendedora e da ausência de novos choques regulatórios ou macro.
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