O Itaú BBA mantém sua recomendação de compra para a B3 (B3SA3), apesar da recente valorização da ação, argumentando que há espaço para uma valorização adicional. O principal mecanismo por trás dessa perspectiva positiva reside na forte correlação do modelo de negócios da B3 com o ambiente macroeconômico e o ciclo de juros, que influenciam volumes de negociação, emissões e receita de float. Essa recomendação pode atrair fluxo de capital para B3SA3 e, por extensão, gerar um sentimento otimista para o setor financeiro brasileiro, como ITUB4. Para o investidor brasileiro, a manutenção da recomendação sinaliza uma visão construtiva sobre a recuperação econômica e a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, que pode impactar a Selic. Um paralelo histórico pode ser observado no período de 2016-2017, quando a B3SA3 (então BM&FBovespa) registrou uma valorização de aproximadamente 150% em 18 meses, impulsionada pelo início de um ciclo de queda de juros no Brasil. Os próximos gatilhos a serem monitorados incluem a divulgação de dados macroeconômicos como inflação e PIB, além das futuras decisões do Copom sobre a taxa Selic. No médio prazo, o desempenho da B3SA3 dependerá da concretização de um cenário de juros estruturalmente mais baixos e de um crescimento econômico sustentado, que estimulem o mercado de capitais.
Nas próximas 4-8 semanas, a B3SA3 (R$17.90 hoje) pode testar a faixa de R$18.50-R$19.00 se os dados de inflação e atividade econômica continuarem a sinalizar espaço para cortes de juros pelo Copom, reforçando a tese do Itaú BBA. No médio prazo, a ação tende a acompanhar de perto a trajetória da Selic e o dinamismo do mercado de capitais brasileiro, com potencial para um upside de 10-15% se o cenário se confirmar.
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