O Partido Democrata busca retomar o controle do Senado dos Estados Unidos, atualmente dominado pelos republicanos, na eleição marcada para 3 de novembro de 2026. A estratégia inclui apoiar candidatos que não fazem parte da cúpula partidária e que concentram suas campanhas em questões como custo de vida e desigualdade econômica. No Maine, Troy Jackson, de 58 anos, ex-presidente do Senado estadual e lenhador de quinta geração, defende o sistema público universal de saúde 'Medicare for All' e o aumento de impostos para bilionários e grandes empresas. Uma pesquisa Marist de 25 de outubro indicou Jackson com 49% das intenções de voto, contra 47% da senadora republicana Susan Collins. No Texas, James Talarico, de 37 anos, ex-professor e aspirante a pastor presbiteriano, busca ser o primeiro senador democrata eleito pelo estado em quase quatro décadas. Ele enfrenta o republicano Ken Paxton, que sobreviveu a controvérsias com o apoio de Donald Trump. Um levantamento do New York Times/Siena mostrou Talarico com 51% das intenções de voto, ante 45% de seu adversário. Na Flórida, a deputada estadual Angie Nixon, organizadora sindical, é a primeira integrante dos Socialistas Democráticos da América a conquistar a indicação democrata para o Senado. Sua candidatura é vista como um teste para a ala mais à esquerda do partido em estados dominados pelos republicanos. A republicana Ashley Moody, nomeada para a vaga de Marco Rubio, tem associado Nixon a posições radicais, classificando-a como comunista, termo que a democrata rejeita. Moody mantinha uma vantagem de cerca de quatro pontos percentuais nas pesquisas às vésperas da eleição. James Green, historiador da Universidade Brown e diretor do Washington Brazil Office (WBO), observou que a disputa na Flórida servirá de termômetro para a capacidade de candidatos de esquerda vencerem em estados republicanos. O presidente Trump, por sua vez, declarou a necessidade de uma garantia de que 'nunca haverá uma arma nuclear', ao defender um entendimento com o Irã. Separadamente, o Partido Democrata destacou que um eventual quarto mandato de Lula deve 'abrir um ciclo de transformações' na política brasileira.
A definição do controle do Senado ocorrerá com os resultados da eleição de 3 de novembro de 2026. O desfecho determinará a capacidade do Partido Democrata de avançar com sua agenda legislativa, incluindo propostas de saúde e tributação. Os discursos dos líderes partidários e as primeiras propostas legislativas pós-eleição serão cruciais para entender a direção política do país.
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