Taxas de títulos do Tesouro atingem maior nível pós‑eleição

Na manhã de 29/10/2026, os juros dos títulos prefixados de longo prazo do Tesouro Direto continuaram a subir. O Tesouro Prefixado 2032 avançou de 15,32% para 15,40% ao ano, marcando o maior nível desde a segunda‑feira, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Prefixado com Juros Semestrais 2037 também subiu, de 15,17% para 15,23%, enquanto o Prefixado 2029 recuou para 14,93%. Nos títulos atrelados à inflação, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de 7,36% para 7,41% e o IPCA+ 2050 de 7,21% para 7,24%. O Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, mas dois membros, Lisa Cook e Beth Hammack, votaram a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual, segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. No Brasil, o governo avaliou a recriação do IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas e, no âmbito da reforma tributária, o ministro da Fazenda Dario Durigan anunciou que enviará esta semana a proposta do Imposto Seletivo, estimando arrecadação de R$ 41,9 bilhões em 2027. O dólar abriu em alta de aproximadamente 0,5%, próximo de R$ 5,36, e os juros futuros operavam em tendência de alta, enquanto o Ibovespa recuou 2,68% na quarta-feira, para 171.006,10 pontos.

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