Estudo enviado ao InfoMoney revela que as despesas financeiras de empresas varejistas brasileiras mais que dobraram, especialmente para as companhias mais pressionadas. Este aumento significativo do custo da dívida e do capital de giro impede que a esperada queda da taxa Selic se traduza em alívio substancial para o setor. O cenário indica uma recuperação mais lenta para o consumo discricionário e, consequentemente, para o desempenho de empresas de menor capitalização no mercado acionário brasileiro. Em 2015, durante um período de juros elevados e inflação, diversas empresas do varejo brasileiro viram suas despesas financeiras crescerem mais de 50% ano a ano, resultando em quedas de mais de 30% no valor de mercado. A próxima decisão do Copom sobre a Selic (2026-09-17) e os resultados do terceiro trimestre de 2026 serão cruciais para monitorar a evolução das despesas financeiras do varejo. No médio prazo (6-12 meses), a recuperação do setor dependerá mais da desalavancagem e reestruturação de dívidas do que apenas da política monetária.
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