Um oficial dos EUA informou à Associated Press que nenhum fundo iraniano congelado foi liberado, e não será, até que Teerã cumpra os requisitos de um acordo interino anterior. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, também reiterou esta posição publicamente. A manutenção do congelamento sinaliza a continuidade da pressão econômica sobre o Irã, limitando seu acesso a recursos financeiros e impactando sua capacidade de financiar atividades que geram preocupação internacional, perpetuando a incerteza sobre a oferta de petróleo global. A decisão tende a sustentar o prêmio de risco no preço do petróleo (USO, BNO, XOM, PETR4), enquanto pressiona ativos de países dependentes de petróleo barato (DAL, AZUL4) e beneficia empresas de defesa (LMT, RHM.DE). Para o investidor brasileiro, o real (USDBRL) pode sentir pressão de depreciação caso o cenário global se torne mais arriscado, e a Petrobras (PETR4) pode se beneficiar de preços mais altos do Brent. Em 2019, tensões semelhantes com o Irã, incluindo ataques a petroleiros, levaram o Brent a subir ~15% em semanas, demonstrando a sensibilidade do mercado a tais bloqueios de fundos e retóricas. O próximo gatilho será qualquer declaração do Irã sobre suas atividades nucleares ou militares, ou novas rodadas de negociações, sem data definida. No médio prazo (3-6 meses), a persistência do congelamento pode levar a uma escalada de retaliação iraniana, elevando o prêmio de risco do petróleo para a faixa de US$80-85/barril, ou, alternativamente, a um recuo diplomático com alívio das tensões.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent atualmente em ~$74.98) mantenham um prêmio de risco, podendo testar US$78-82/barril. Gatilhos incluem novas declarações americanas ou iranianas, ou incidentes no Estreito de Ormuz. No médio prazo (3-6 meses), a ausência de resolução diplomática pode levar a uma escalada, empurrando o Brent acima de US$85/barril, enquanto qualquer sinal de diálogo poderia reverter essa tendência.
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