A lista de 16 microfranquias de baixo custo, a partir de R$ 6.999, e com faturamento médio mensal de até R$ 100 mil, apresenta uma visão atraente para novos empreendedores. O mecanismo econômico por trás do apelo dessas microfranquias é o baixo capital inicial, que democratiza o acesso ao empreendedorismo, mas também pode levar à rápida saturação do mercado e à diluição das margens de lucro. As consequências para ativos financeiros públicos são mínimas, visto que esses negócios operam em uma escala muito pequena para influenciar empresas listadas. O impacto para o investidor brasileiro reside mais na alavancagem de crédito pessoal e nas expectativas de retorno irrealistas para o segmento de serviços e varejo local. Historicamente, ciclos de 'negócios baratos' (como quiosques ou e-commerces de nicho) em 2010-2015 resultaram em alta mortalidade de empresas após 2-3 anos, devido à falta de sustentabilidade e concorrência. O gatilho a monitorar seria o aumento nas taxas de inadimplência de micro e pequenas empresas, evidenciando a fragilidade desses modelos. No horizonte de médio prazo, a tendência é de alta rotatividade e consolidação por players maiores, ou falência de muitas dessas microfranquias.
Nos próximos 6-12 meses, espera-se que a taxa de abertura de novas microfranquias de baixo custo continue elevada, impulsionada pela busca por empreendedorismo e pela percepção de 'oportunidade'. Contudo, a taxa de fechamento desses negócios também deve crescer exponencialmente no período de 12-24 meses, à medida que a realidade das baixas margens e da alta concorrência se impõe. O principal gatilho para uma aceleração das falências seria o aumento da inadimplência do consumidor ou uma piora no cenário macroeconômico, dificultando ainda mais a operação dessas microfranquias.
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