O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que o clima mais errático em setembro prejudicou a oferta de lavouras e safras no país, segundo o economista Fernando Gonçalves. Essa redução de oferta gerou pressão sobre os preços ao consumidor, impulsionando a inflação de alimentos medida pelo IPCA. Ao mesmo tempo, a alta dos alimentos eleva o índice de preços ao consumidor, podendo gerar pressão sobre a política monetária e reduzir o poder de compra dos consumidores brasileiros. A notícia não traz reações imediatas de agentes de mercado. Em 2022, eventos climáticos extremos reduziram a oferta de soja, provocando alta de cerca de 15% nos preços das commodities agrícolas. O próximo dado a monitorar é a divulgação do IPCA de outubro pelo IBGE, prevista para 13/11, que confirmará a trajetória da inflação de alimentos. O desfecho dependerá da evolução das condições climáticas e da capacidade de reposição da oferta agrícola, influenciando tanto a inflação quanto a política de juros.
A divulgação do IPCA de outubro pelo IBGE, prevista para 13/11, definirá se a inflação de alimentos permanecerá elevada; o relatório de safra da Conab, previsto para dezembro, indicará a evolução da oferta agrícola.
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