Os contratos futuros de ouro encerraram a última quarta-feira em alta, mesmo com o avanço dos rendimentos dos Treasuries, após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciar a recompra de até US$ 6 bilhões em dívidas de longo prazo. Este movimento do Tesouro visa gerenciar a dívida e pode reduzir a oferta de bonds, sustentando seus preços e, indiretamente, tornando o ouro mais atrativo como reserva de valor. A valorização do ouro (atualmente em $4463.40) e da prata (em $68.53) reflete uma busca por ativos de proteção e um hedge contra inflação em um ambiente de política fiscal ativa. Para o investidor brasileiro, a dinâmica entre juros americanos e ouro pode influenciar o USDBRL (atualmente em 5.1034), com um dólar mais fraco favorecendo exportadores. A ação do Tesouro sinaliza uma gestão ativa da dívida, potencialmente influenciando a liquidez e a curva de juros. Em 2020, o Fed expandiu agressivamente seu programa de compra de ativos (QE), o que levou o ouro a registrar máximas históricas, ultrapassando US$ 2.000/onça, refletindo a desvalorização do dólar e preocupações inflacionárias. O próximo gatilho são os dados de PPI na quinta-feira e CPI na sexta-feira, que guiarão o sentimento sobre a inflação e a política monetária, com cenários de médio prazo dependendo da reação do Fed.
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