O Desenrola 3.0, iniciativa do governo federal, entrará em nova fase nesta semana, permitindo que bancos, seguradoras e fundos de investimento ofereçam carteiras de dívidas ao Estado. As instituições têm até 30 de outubro para manifestar interesse e entregar informações sobre os débitos que poderão participar do programa. O leilão para seleção das carteiras está previsto para o fim de novembro ou início de dezembro, e a compra efetiva das dívidas ocorrerá em 2027. A proposta prevê descontos de pelo menos 90% nas carteiras adquiridas, podendo chegar a 95%, 96% ou 97% conforme a concorrência e requisitos do edital. A principal mudança em relação à versão anterior é que o governo comprará as carteiras em vez de negociar acordos diretamente com consumidores. Após a aquisição, a União ficará responsável pela cobrança dos valores renegociados. O programa estabelece um limite de até R$15 bilhões para a compra de carteiras durante sua vigência, que se estende até junho de 2028, com possibilidade de novas rodadas e inclusão de débitos não bancários em fases posteriores. A primeira rodada foca operações de crédito financeiro com atraso prolongado, exigindo que os débitos tenham valor original inferior a R$10 mil e atraso entre 720 e 1.645 dias, considerando a data de referência de 25 de setembro de 2026. O Ministério da Fazenda estima que credores possam apresentar até R$90 bilhões em dívidas na primeira etapa. Com desconto mínimo de 90%, o custo da aquisição de todo esse volume seria de até R$9 bilhões, embora o governo não pretenda necessariamente comprar todas as dívidas apresentadas. Os descontos podem aumentar se houver concorrência, e os valores pagos pela União são os custos de aquisição, não o valor final que os consumidores pagarão.
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