Em reunião do conselho de minerais críticos, Lula fala em ter ‘economia arrumada’ para atrair investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que o governo tenha responsabilidade jurídica e fiscal para atrair investimentos estrangeiros. A fala foi feita durante participação na primeira reunião do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce). "As pessoas vão colocar dinheiro aqui Brasil se eles perceberem que o investimento vai criar o benefício para os objetivos deles e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro", afirmou o presidente. "É por isso que nós temos de ter responsabilidade jurídica e responsabilidade fiscal. Por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias." A fala também se deu algumas horas após uma reunião com economistas e a equipe econômica na qual foram debatidas questões como a dívida pública e possibilidades de ajuste fiscal. Como o Valor mostrou, a redução da dívida se tornou um dos focos do período de transição para o novo governo, em especial após a indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa de juros a 13,75%. O governo tem tentado indicar ao mercado que está agindo para contê-la. Neste contexto, o investimento estrangeiro foi um dos temas da primeira reunião do Cimce, que tratou da classificação dos minerais para exploração. "Não queremos que o Estado seja senhor supremo, aqui está dito que nós queremos construir parceria, que nós queremos aprender, que precisamos construir com outros países o processo de transformação e exploração dessas riquezas", disse o presidente, em fala transmitida. "Nós sabemos que temos que atrair pessoas interessadas e trabalhar conosco", afirmou Lula. "Sabemos que, para atrair, temos que ter uma economia arrumada. As pessoas querem saber se estamos falando sério", completou. Este foi o principal assunto das reuniões de hoje. Segundo interlocutores, a equipe econômica avalia que será necessário avançar em mudanças estruturais nas despesas públicas, inclusive nos gastos obrigatórios, para garantir a sustentabilidade das contas. O desafio, porém, é convencer Lula da necessidade dessas medidas. Lula Marina Calderon/Agência O Globo

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