BofA projeta 'ano perdido' para o ouro em 2026 após forte rali

O Bank of America (BofA) revisou sua perspectiva para o ouro, projetando 2026 como um 'ano perdido' após o metal precioso registrar um aumento impressionante de 63% em 2025, de acordo com dados da LBMA. Esse desempenho histórico em 2025, o mais forte em mais de quarenta anos, foi impulsionado principalmente pela demanda de 'safe-haven'. A mudança na tese do BofA sugere uma reavaliação do papel do ouro como ativo de refúgio, potencialmente devido a alterações nas condições macroeconômicas ou geopolíticas. Consequentemente, ETFs de ouro como GLD e mineradoras como GOLD e NEM podem enfrentar pressão de venda. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do ouro globalmente, mesmo com um real fraco, pode não compensar as perdas. Historicamente, o ouro sofreu uma queda de 28% em 2013 após um período de forte valorização impulsionado pela crise financeira de 2008 e flexibilização monetária, marcando um 'ano perdido' similar à projeção do BofA após o rali de 2025. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação global e as decisões de política monetária dos bancos centrais, que influenciam diretamente o apelo do ouro. No médio prazo, se a inflação se estabilizar e as tensões geopolíticas diminuírem, a tese de baixa do BofA pode se concretizar, mantendo o ouro em um patamar de estagnação.

Análise

O ouro (cotado em $4018.80 hoje) pode testar a faixa de $3800-$3900 nas próximas 6-12 semanas, com o BofA projetando um 'ano perdido' para 2026. Um rompimento abaixo de $3800 reforçaria a tese de baixa, enquanto um retorno acima de $4100 exigiria uma reavaliação da tese. No médio prazo, o cenário base é de estagnação, a menos que choques macroeconômicos ou geopolíticos alterem a dinâmica de refúgio.

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