Dólar em baixa pressiona etanol e açúcar, Cepea vê alta de preços

O mercado brasileiro de etanol e açúcar está sob pressão devido à queda do dólar, que se traduz na valorização do real frente à moeda norte-americana. Este mecanismo econômico reduz a competitividade das exportações brasileiras de açúcar e etanol, pois o produto é vendido em dólar e a receita convertida para real resulta em um valor menor para o produtor. A dinâmica cambial reflete-se na economia brasileira através da balança comercial e da precificação de commodities, impactando a rentabilidade das empresas exportadoras. O Cepea, centro de estudos da Esalq/USP, apesar da pressão cambial, aponta que os preços internos do etanol e açúcar continuam em trajetória de alta. Em 2018, a queda do dólar também gerou pressão sobre exportadores de commodities agrícolas no Brasil, levando a margens mais apertadas, embora o cenário de preços internos possa divergir. Acompanhar as próximas decisões de política monetária do Fed (FOMC em 28/10) e do Banco Central do Brasil (Copom em 04/11) será crucial, pois podem influenciar a taxa de câmbio. O desfecho dependerá da intensidade da valorização do real e da capacidade do mercado interno de absorver a produção com preços que compensem a perda cambial.

Análise

A sustentação dos preços internos de etanol e açúcar, que o Cepea aponta como em alta, e a evolução da taxa de câmbio USDBRL, que será influenciada pelas próximas decisões de juros do Fed (28/10) e do Copom (04/11).

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